sábado, 26 de setembro de 2015

66% das vítimas de acidentes com moto têm dedos amputados em Pernambuco

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Mais de metade dos motociclistas que estão internados em hospitais pernambucanos porque sofreram acidentes de trânsito tiveram que amputar os dedos ou até o pé, segundo o Comitê de Prevenção de Acidentes com Motos no Estado (Cepam). Ainda segundo o órgão, muitas dessas amputações poderiam ser evitadas se as vítimas tomassem um cuidado simples: usassem sapatos no trânsito.
Segundo uma pesquisa do Cepam, 10% dos pacientes que chegam aos hospitais depois de um acidente de moto sofre algum tipo de amputação. Desses, 66% perdem dedos ou o todo o pé porque estavam descalços na hora do acidente. O levantamento ouviu 463 pacientes de três hospitais pernambucanos.
Conduzir motos descalços é uma prática comum no Recife. Muitos motociclistas até colocam as sandálias no guidão do veículo. Eles sabem do risco, mas explicam que não sofrem nenhuma punição por dirigirem descalços. Por outro lado, podem ser multados se dirigirem de sandália. Afinal, o Código Brasileiro de Trânsito proíbe pilotar ou dirigir com calçados inadequados, mas não fala nada sobre dirigir sem sapatos.
O custo, no entanto, vem de outra forma: nas lesões. “Às vezes, não precisa nem ser um acidente muito grande para que eles tenham lesões gravíssimas e que precisem amputar. Às vezes, é tão de baixo impacto que a lesão poderia ser evitada usando um tênis”, explica o presidente do Cepam, João Veiga
Veiga ainda lembra que isso também gera altos custos hospitalares. Segundo ele, cada vítima custa de R$ 120 a R$ 190 mil. Este valor inclui ambulância, internação e todos os procedimentos médicos necessários. Segundo o Governo de Pernambuco, os acidentes com motocicletas custaram R$ 1,1 bilhão, em 2014.

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